16.2.09


Passos brancos, inaudíveis, a caminhar comigo todos os destinos possíveis.
Tu.
Tu que te despedes, de forma pouco cerimonial, porque reconheces não existir despedidas senão temporárias.
Tu, razão de sangue de tudo o que temos produzido enquanto teus descendentes.
Tu, mãos de ferro forjado, memória de coleccionador, a assobiar fados inteiros pelas entranhas do teu bairro.
Tu, da terra, dos tenros espargos, de um pedaço de leitão pelas 6 da manhã, do toque da campainha da tua bicicleta por volta do meio-dia, das colossais melancias em tempo quente, do vinho morangueiro, das tardes longas à lareira debaixo do teu silêncio.
Tu!!!

1 comentário:

Paulo Capitão disse...

Um abraço muito grande Avô Vasco.
Não passei muito tempo contigo, mas o que passei foi memorável.
Vou-me sempre lembrar do teu vinho morangueiro feito por ti e do teu artesanato e de como tinhas orgulho nele (e com muita razão).
Das palavras trocadas à mesa e/ou lareira.
Onde quer que estejas...forte abraço e até sempre.

O teu neto "emprestado" :)
Paulo Capitão